Das 17 competições que disputou, seis foram nacionais, cinco edições da Série D e uma da Copa do Brasil

Ao longo da década que termina no dia 31 de dezembro, o Internacional de Lages disputou 17 competições (mais que o dobro da década anterior), conquistou dois títulos e venceu quase 60% de seus jogos que disputou (foram 105 vitórias em 236 confrontos). Além disso, o clube levou ao estádio mais de 153 mil pessoas, número equivale a quase toda a população da cidade, de pouco mais de 160 mil habitantes.

Esse e outros dados fazem parte de um levantamento elaborado pelo Inter para registrar para a posteridade como foram os anos 2010 na vida do clube. São os números que ajudam a contar como foi a década que marcou a retomada do clube.

Das 17 competições que disputou, seis foram nacionais. Com elas (cinco edições da Série D e uma da Copa do Brasil), o Inter voltou ao cenário após 49 anos de ausência. Antes desta década, o Colorado Lageano só havia participado de uma única competição nacional, a Taça Brasil de 1966.

A retomada permitiu ao clube jogar em todos os anos da última década. Para clubes de maior porte, esse não seria um fato digno de nota, mas, para o Inter de Lages, que, antes da transição de poder, ocorrida no fim de 2012, esteve perto de encerrar suas atividades, trata-se de um feito: antes dos anos 2010, a “década cheia” mais recente do clube, com jogos em todos os anos, havia sido nos anos 80.

A frequência das competições e as boas campanhas levaram ao Estádio Vidal Ramos Júnior mais de 153 mil pagantes entre 2010 e 2019, ou 1.300 pagantes, em média. Em quatro das 17 competições da década, a média foi de mais de 2 mil pagantes.

Entre as marcas individuais, os volantes Bruno (2013-2018), Michel Schmöller (2015-2017 e 2019) e Parrudo (2015-2017) foram os que mais atuaram pelo Inter ao longo da década (com 107, 70 e 57 partidas, respectivamente). Max foi o artilheiro colorado na década, com 14 gols marcados entre 2017 e 2018, seguido por Gustavo (2015-2016), com 12, e, em terceiro, com 11 gols cada, Gima (2011), Marcelinho Paraíba (2015-2016) e Brasão (2013-2014).

Nasareno Silva, com 36 jogos entre 2013 e 2014, foi quem mais comandou a equipe nos últimos dez anos. Waguinho Dias (2016) ficou em segundo, com 30 jogos, e Leandro Niehues (2014 e 2018), em terceiro, com 26.

É verdade que os resultados do Inter em 2018 e 2019 ficaram abaixo do desejado pela torcida. No entanto, mesmo o desempenho aquém do desejado não significa que o clube não teve avanços institucionais também nas últimas duas temporadas.

Em 2018, o Inter começou a estruturar seu conselho consultivo. Formado por integrantes de entidades empresariais e outras lideranças da cidade, o grupo – com nomes ligados, por exemplo, a CDL, Acil, Uniplac e IFSC – orientou, monitorou e participou das decisões sobre os destinos do clube em 2019. Esse trabalho deve ganhar corpo no próximo ano.

Os anos 2010 marcaram o início de uma nova vida para o Inter de Lages. Os anos 2020 começam com a paixão do torcedor renovada – e a certeza de que há um futuro pela frente.

 

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