Vice-campeã nas últimas quatro edições, SC quer brigar pelo terceiro título em sua história na competiçãoFoto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) publicou, na última segunda-feira (1º), a medida de cancelamento das Paralimpíadas Escolares 2020, em decorrência da pandemia de Covid-19. O evento estava programado para o período de 23 a 28 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Neste ano, chegaria à sua 14ª edição, número de ordem que ficará para 2021.

A competição reúne anualmente cerca de 1.200 atletas com deficiência física, intelectual ou visual, de 12 a 17 anos, de todo o país. Santa Catarina, atual vice-campeã da competição, tem-se mostrado uma das principais forças do paradesporto escolar brasileiro. A primeira edição do evento aconteceu em 2006, ainda com a denominação Paralímpicos do Futuro, da qual Santa Catarina foi campeã em 2007. A partir de 2009, com nova formatação, passou a se chamar Paralimpíadas Escolares. Em 2014, os catarinenses voltaram a erguer o maior troféu da competição. Em 2016, com a inauguração do CT Paralímpico, em São Paulo, a capital paulista passou a ser sede permanente do evento.

Para o gerente de esporte de participação da Fesporte, Luiz Fernando Bezerra, o CBP tomou uma decisão acertada. “É bastante sensata a medida tomada pelo CPB. O mais importante é a saúde. É um evento que envolve atletas com deficiência. Muitos deles dependem técnicos e acompanhantes para o dia a dia, além da competição propriamente, e entendemos como uma ação importante de proteção às delegações, sobretudo porque São Paulo ainda é o epicentro do Covid-19 no Brasil. Ficamos tristes porque temos muitos atletas de ponta que poderão estar estourando a idade e não poderão participar no próximo ano. Atletas deficientes em idade escolar sonham em participar das Paralimpíadas Escolares. Para muitos, estar lá já é um troféu, mas entendemos que não podemos arriscar vidas”, disse Bezerra.

Em 2019, durante a 13ª edição, Bezerra e o presidente da Fesporte, Rui Godinho, reuniram-se com vice-presidente do CPB, Ivanildo Brandão, a quem manifestaram o interesse em Santa Catarina sediar as Paralimpíadas Escolares, uma vez que o evento voltaria a ter sede itinerante. É possível, portanto, que a conversa seja retomada para o próximo ano, e Santa Catarina possa ser sede em 2021.

Bezerra (E) e Godinho (C) e Brandão (D) conversaram sobre a possibilidade de SC sediar Paralimpíadas Escolares (Foto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte)

O Centro de Treinamento Paralímpico permanece fechado para atividades esportivas por tempo indeterminado, e a Diretoria Técnica do CPB avalia os impactos da mudança do calendário.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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